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ABC da Pesca - Chumbadas

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Na nossa matéria anterior, o ABC da Pesca abordou os tipos de linha para pesca e, hoje, falaremos um pouco sobre os chumbos ou como a maioria conhece, chumbadas.

Popularmente conhecidas as chumbadas tem como função auxiliar os arremessos contrabalanceando o peso para que se consiga arremessar onde se quer ,além, de manter a linha esticada e proporcionar maior velocidade nos lançamentos. 

Por ser um metal venenoso sua utilização de forma excessiva pode contaminar as água de forma a interferir no meio ambiente e prejudicar a natureza, portanto, já existem outros tipos de materiais que possuem a mesma função. 
Mas, como a maioria dos pescadores utilizam este sistema, falaremos um pouco sobre os tipos de chumbada.

No mercado estão disponíveis vários formatos de chumbo com pesos diferentes onde, cada um tem uma finalidade diferente.
Em locais que possuam fundos arenosos as chumbadas são úteis para manter a linha esticada e no lugar que se pretende. Dependendo da correnteza e das ondas estes chumbos podem vir com hastes de fixação. 

Já nos locais que são caracterizados por rochas as chumbadas precisam ter um formato que não enrosque com facilidade ou que possam ser facilmente desprendidas de possíveis enroscos. 

Quanto a pesca embarcada, as chumbadas precisam ser longas para que quando entrem em contato com a água gerem menor resistência para que afundem mais rapidamente e para que ao serem retiradas não "pulem" da água de forma perigosa. 

Para quem costuma ou pretende pescar com qualquer tipo de bóia, as chumbadas são aliadas e servem como um peso ou pêndulo, ancorando a bóia em determinado lugar. 

Formatos:

Oliva : Talvez a mais utilizada pelos pescadores. Possui baixo atrito entre a água e o ar, não são indicadas para lugares com correnteza já que saem rolando com a força dela. São muito boas em locais com fundos rochosos ou arenosos pois não enroscam com facilidade. 

Gota: Possuem a mesma indicação que a chumbada de oliva, podendo ser utilizada nas mesmas situações. 

Gota Quadrada: Excelente utilização com terrenos arenosos ou rochosos e com pouco atrito com o ar e a água. 

Pirâmide: Indicada para locais que possuam correnteza porém com mais atrito em relação à água e o ar. Podem enroscar em locais com rochas. 

Pirâmide Côncava: Basicamente com as mesmas qualidades e restrições da pirâmide normal. 

Pirâmide Triângulo: Boa para locais com correnteza e fundos de areia. Não indicadas para locais com rocha. Exercem menos atrito com o ar e a água se comparadas as demais pirâmides. 

Bomba: Não indicadas para correntezas porém ótimas em terrenos arenosos e rochosos, com puco atrito com ar e água. 

Bomba com Alça: Baixo atrito com água e ar, não aconselhável para correntezas e terrenos rochosos,porém, boa com fundos de areia. 

Bomba com Garras: Excelente para correntezas pois se fixam em determinado local. Exercem baixa resistência com o ar e a água e não indicada em rochas. 

Torpedo: Ideais para locais arenosos e não em correnteza e rochas. Baixo atrito com água e ar. 

Além destes formatos, podem ser encontradas no mercado, chumbadas com forma de carambola, amêndoa, pião, com argola, sem argola, enfim, são infinitas as possibilidades de chumbo. Por isso, a priori, cabe ao pescador saber escolher o chumbo de acordo com a vara e o local da pescaria.

Dica: É preciso ficar atento na hora da utilização das chumbadas para que o peso escolhido esteja dentro dos parâmetros de fabricação da vara de pesca. Se o peso por ventura for maior poderá ocorrer a quebra de seu equipamento, portanto, cuidado e observe os dados contidos na haste antes do arremesso.

Lembramos que é necessário cuidado na hora dos arremessos com chumbada para que não ocorra nenhum acidente. Confira a colocação e fique atento ao redor para verificar se não machucará ninguém ao lançar a linha.

Gostou da nossa matéria? Então aproveite e deixe seu comentário.

Não percam, na próxima semana tem mais ABC da Pesca.



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ABC da Pesca - Tipos de linha

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Na matéria anterior do ABC da Pesca, falamos sobre as principais diferenças entre molinetes e carretilhas e agora falaremos um pouco sobre linhas de pesca.

De forma geral, as linhas de pesca têm evoluído conforme o passar do tempo independente do material que são constituídas. 
A tecnologia se tornou aliada na fabricação e transforma as linhas cada vez mais resistentes e funcionais.

É fundamental que se utilize a linha certa de acordo com o material que se tem, para que ela não se rompa ou dificulte a fisgada daquele belo exemplar.

Por isso, vamos ver agora quais os tipos de linhas que existem no mercado e suas indicações. 

Monofilamento: Como o próprio nome diz, este tipo de linha é constituída por um único fio de nylon 100% poliamida. São as mais antigas linhas de pesca no mercado, mas, nem por isso, deixam a desejar, já que com o passar do tempo, muitas evoluções foram feitas e hoje pode se encontrar este tipo de linha em diversas espessuras e especificações, possibilitando ao pescador vastas escolhas. Seu custo costuma ser mais barato em relação as demais linhas. Possui diversas opções de diâmetro. De forma geral não é tão fina se comparada às chamadas multifilamento o que na teoria impossibilita que se coloque tanta linha no carretel. Historicamente possuem mais elasticidade e tem mais abrasividade, o que gera a chamada memória na linha (quando ela sofre deformações por ficar em espiral no carretel) o que acaba causando maior desgaste e resistência. Este tipo de linha possui elasticidade que pode variar entre 15% a 30%. 

Fluorcarbono: Este tipo de linha está dentro das monofilamentos por também serem constituídas por um único fio. O fluorcarbono é um fluoropolímero termoplástico não reagente. Produto de alta tecnologia com alta resistência a solventes, ácidos, e calor. Com ela é possível assimilar a luz o que deixa a linha praticamente invisível na água. Tem como característica a resistência à abrasão podendo ser usada em locais com pedras, galhos e locais com muitos enroscos, além da possibilidade de manter sua força mesmo quando molhada, já que não absorve água. Comumente usadas para confecção de líderes. Tem maior durabilidade e dificilmente perdem o brilho ou ressecam.

Multifilamento: É um tipo de linha composta por vários fios entrelaçados de fibras sintéticas Dyneema ou Spectra. São fios cuidadosamente fundidos e trançados durante a fabricação. As multifilamentos oferecem ao pescador alta resistência e menor espessura em relação às linhas monofilamentos. Possuem maior durabilidade tendo memória quase nula o que é revertido em sensibilidade na pescaria. Seus pontos positivos são inúmeros, dentre eles, a força e a facilidade na hora de arremessos. Quanto aos pontos negativos desta linha, está a dificuldade em fazer nó e o extremo cuidado na hora do manuseio, uma vez que elas são finas e podem cortar com facilidade. 

Cuidados com as linhas:
As linhas são afetadas por vários fatores externos, temperatura, sal, raios do sol, entre outros. Uma linha em condições deficientes fará com que a captura abaixo do limite de peso suportado pela linha, acabe por rompê-la. Um dos processos mais utilizados para aumentar a vida útil das linhas, é lavá-las muito bem após cada pescaria, mantendo a linha submersa durante várias horas em água doce sem detergentes, lubrificantes ou qualquer tipo de reagente.

Continue atento ao nosso ABC da pesca, semana que vem tem mais.

Sabe mais alguma coisa sobre linhas? Então deixe seu comentário abaixo.



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ABC da Pesca - Molinetes e Carretilhas

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Na nossa matéria anterior tivemos a oportunidade de saber um pouco mais sobre os tipos de iscas artificiais, descobrimos para que servem e como utilizá-las. Hoje veremos quais as vantagens e desvantagens de utilizar molinetes e/ou carretilhas..

Molinetes (Spinning reel)

  • Ideais para principiantes por ser de fácil manuseio e manutenção. 
  • Não produzem arremessos tão certeiros quanto os produzidos pelas carretilhas 
  • Seu sistema não permite que ao lançar a linha o carretel gire em conjunto. O que gira é apenas o guia-fio. Isto impede as cabeleiras (quando a linha enrosca e embaralha) 
  • Imprescindível que a linha seja colocada no carretel no mesmo sentido que a bobina vai girar caso contrário à linha enrolará em seu próprio eixo formando nós. 
  • Seu uso é aconselhável para pescarias com iscas leves 
  • Pela própria posição que o molinete fica posicionado em relação à vara, a linha ao sair do carretel acaba gerando mais atrito com os passadores, pois, não sai de forma reta e sim em espiral. 
  • Podem ser utilizados em locais onde o vento é forte 
  • Normalmente a manivela que recolhe a linha pode ser posta tanto do lado direito quanto do lado esquerdo. 
  • Seu uso requer o auxílio das duas mãos, uma vez que, enquanto uma girará o carretel a outra segurará a linha para o arremesso. 
  • Não há a necessidade de travar o carretel não momento em que a linha é lançada na água. 
  • Para pescarias com iscas artificiais em que se devem produzir efeitos com a ponta da vara seu uso acaba dificultando por não ser tão preciso. 
Existem vários tipos de molinetes, de diversos modelos e tamanhos. Ao escolher um molinete, o pescador deve levar em conta diversos fatores, como o calibre da linha, a força da correnteza onde se vai pescar, o tamanho da vara de pesca, tipo de chumbada, tipo de peixe que se pretende pescar, entre outros fatores.

Carretilhas (Baitcasting reel)

  •  Necessário que o pescador possua um pouco mais de técnica e precisão na hora dos arremessos. Isto porque sua regulagem não é tão simples como a de um molinete. 
  •  Com a técnica certa seus arremessos serão certeiros 
  •  Pela posição de saída da linha e da colocação da carretilha em relação à vara, seu uso gera menos atrito em relação aos passadores, uma vez que a linha sai reta. 
  • Não é aconselhável em pescarias com vento forte. 
  •  Requer controle em relação à saída da linha 
  • A imperícia na hora do arremesso pode gerar cabeleiras 
  • Muita utilizada em pescarias com iscas artificiais uma vez que permitem maior controle nas ações e pela própria posição na haste da vara. 
  • Possuem maior poder de tração comparada ao molinete. 
  • É mais ágil na hora do recolhimento da linha já que ao contrário do molinete não há a necessidade de esperar que a linha de uma volta completa no carretel. 
  • Por possuir um botão no lugar da argola do molinete que serve para travar e destravar a saída da linha no carretel são mais ágeis e práticas. 
  • Não aconselhável para pescarias com iscas de peso médio inferior a 10 ou 12 gramas por necessitarem de uma maior tração para girar o carretel. 
  • A chamada memória da linha, que são os chamados picotes onde a linha fica marcada, dificilmente ocorrem nas carretilhas 

Existem diversos tipos e modelos, alguns, destinados a pesca marítima embarcada, dotados de marcadores mecânicos e até computadorizados. São divididas basicamente em dois estilos de acordo com o seu desenho. As carretilhas de perfil mais baixo possuem capacidade de arremesso geralmente inferior as carretilhas de perfil alto.

Lembramos que este é apenas um apanhado geral para que possam sanar dúvidas básicas a respeito de pescaria e equipamentos.

Não percam na nossa próxima matéria tipos de linha de pesca.

Você está gostando da nossa série ABC da  pesca? Deixe seu comentário ou sugestão no espaço abaixo.

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ABC da Pesca - Falando sobre iscas.

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Vimos na nossa reportagem anterior, a importância dos famosos passadores da vara de pesca e, agora, veremos a importância de utilizar a isca certa.
É fundamental para o sucesso da pescaria que se tenha na tralha diversos tipos de iscas levando em consideração o peixe que se pretende fisgar. Por isso hoje falaremos um pouco de cada uma e para que servem. 
As iscas vivas ou naturais são comumente usadas para pescarias em pesqueiros que proíbem o uso de iscas artificiais, para pesca em água salgada ou para pesca em geral. 
Dentro de várias opções citamos a salsicha, camarão, minhocuçu, corrupto, minhoca, miolo de pão, massa e suas derivações e, a ração (conhecida como guabi). Tanto a massa como a ração podem ser usadas com essências de frutas, como por exemplo, a goiaba. 
Quanto às iscas artificiais são diversos tipos e confeccionadas de materias diferentes. Vamos ver um pouco sobre cada uma delas: 

Miçangas, E.v.a’s e Cortiças – as mais conhecidas iscas artificiais. Com elas podem-se pescar tambaquis, tambacus e matrinxãs. Permitem o uso de boias cevadeiras para pesca de superfície. Quanto ao tamanho, às cortiças e e.v.a’s podem ser cortados pelo próprio pescador; Já as miçangas devem ser escolhidas de acordo com os peixes que se pretende fisgar.

SoftBaits – mais utilizadas para a pesca do Black Bass, este tipo de isca é macia e leve e pode ter diversos formatos. Além do Black Bass, pode-se usá-las para outros peixes como a traíra, porém, este tipo de peixe pode destruí-la e possivelmente terão que ser trocadas. 
A grande vantagem deste tipo de isca é sua possibilidade de colocar o anzol dentro do corpo, podendo assim ser trabalhadas em lugares com muitos enroscos. Isso permite que a isca não fique presa em galhadas, capins, etc. 

As iscas macias ou moles podem ter formato de: 
  • Camarão: que são boas para a pesca de robalos, pescadas, corvinas e outros peixes de água salgada. 
  • Shads: são peixes de silicone de diversos tamanhos. Servem para a pesca de pequenos e de peixes grandes como a garoupa. Utiliza-se também para traíras. 
  • Minhocas: usada para black bass e traíras. 
  • Criaturas: lagostas, salamandras e diversos outros formatos. Excelentes para utilizar com rubber jigs. 
  • Grubs: Utilizadas como trailer onde se adiciona o anzol a ela para dar um volume maior e proteger de possíveis enroscos. 
  • Sapos (Frogs): se forem feitos de silicone podem estar na categoria das softbaits, porém, se forem confeccionados com plástico duro e silicone, de forma a ficarem rígidos, se tornam uma isca híbrida. Geralmente são feitos de silicone, o que faz deles uma soft bait, são os famosos sapinhos. Existem sapos com formato de popper e anzol anti-enrosco que permite serem trabalhados em locais com muitas galhadas e capins. 
Vamos às iscas rígidas: 

Colher: talvez a mais conhecida entre os pescadores, a colher é feita de metal e como o próprio nome diz tem formato de colher. Elas refletem a luz o que atrai o peixe para o ataque. É bom que se utilize um girador com esta isca para evitar possíveis torções na linha. Pode ser usada na busca pelos tucunarés, dourados, matrinxãs, etc. 

Popper: estas iscas tem a parte da frente chanfrada que provocam barulho ao recolhê-la. Esse barulho imita o som de pequenos peixes comendo. Deve ser trabalhada com pequenos toques de ponta de vara e curtos recolhimentos. Usada em tucunarés, xaréus, etc. 

Stick: esta isca artificial tem um peso maior na parte de trás, o que faz com que ela fique na diagonal dentro da água. Desta forma, meio inclinada a isca imita um peixe ferido. Trabalhada com pequenos toques de ponta de vara e curto recolhimento de linha. Ideal para robalos, tucunarés e traíras. 

Zara: o trabalho desta isca imita um peixe nadando em Z. Deve ser trabalhada com toques curtos e maior grau de recolhimento de linha. São boas na pesca de tucunaré, traíras, matrinxãs etc. 

Plugs de Barbela: 

Barbela nada mais é do que uma espécie de lingueta que existe em alguns tipos de isca artificial. Podem ser encontradas de diversos tamanhos e isso influencia na sua ação e no tipo de pescaria que se deseja. São chamados plugs pois flutuam na água de acordo com a técnica utilizada. 
  • Plugs de barbela longa: são iscas de fundo utilizadas para grandes profundidades. 
  • Plugs de barbela curta: ideal para pesca próxima a superfície. Estas iscas trabalham entre 0,3 e 0,6 m de profundidade. Utilizadas para robalos, xaréis e tarpons. 
Existem também os chamados plugs suspending, que possuem um peso específico próximo ao da água. Isto faz com que em repouso permaneçam praticamente estáticas na profundidade em que estão. Substituem as iscas de barbela curta e são muito utilizadas para pesca em manguezais e baías. 

Ainda nos plugs, não podemos esquecer os que contêm hélices na parte da frente ou na parte de trás. Estas hélices produzem um turbilhão de bolhas de ar ao serem recolhidas. Este efeito produz ira nos peixes, que as atacam. Usada para robalos e tucunarés. 

Spinner: esta isca possui uma lâmina que causa vibração na água. Normalmente usadas para a pesca de traíras, matrinxãs, piraputangas, piranhas, etc. 

Spinner Bait e Buzz Bait: podem ter diferentes lâminas, tanto em quantidade como em formatos, fazendo diferentes combinações de vibração ou reflexos. Trabalha em diversas profundidades de acordo com a técnica empregada. Black bass aceita bem este tipo de isca. 

Jigs: são iscas que possuem uma cabeça de chumbo e um corpo de pena ou de fiapos de tecido cobrindo um único anzol. Usada nas pescarias embarcadas. Devem ser recolhidas de forma rápida e com cabeçadas de ponta de vara para evitar possíveis enroscos e para que não toquem no fundo. 

JumpingJig: normalmente utilizadas para pesca vertical, onde pretende-se fisgar o peixe em profundidades maiores soltando a linha na vertical. Possui pesos variados e são confeccionadas em aço ou chumbo com diversas aplicações. Serve para pesca embarcada em água salgada. 

Este foi um apanhado geral sobre iscas, lembrando que é um assunto extenso e que cada isca cumpre uma função diferente. 
Caso queiram saber mais sobre métodos de utilização de cada isca e de como elas produzem seus efeitos na água, vejam este vídeo especial que nosso pescador Marcão fez explicando o passo a passo das iscas artificiais

Não percam na nossa próxima matéria a diferença entre carretilhas e molinetes.



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ABC da pesca - Passadores da vara

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Como vimos na nossa matéria anterior, as varas de pesca são dividas em várias partes e uma delas, tão importante quanto às demais, é o passador.
Passador é um anel que funciona como um guia de linha. É por ele que passamos a linha por toda extensão da haste da vara. 
Existem diferenças primordiais quanto aos passadores de varas para carretilha e para molinete. 
Em varas de molinete, os passadores são maiores já que a linha corre em espiral e por isso precisa de mais espaço. A estrutura que sustenta o passador, que normalmente é feita de metal, deve fazer a função de afastar a linha da haste da vara para evitar o máximo possível de atrito, o que se ocorrer vai prejudicar a distância dos lançamentos. 
No caso dos passadores das varas específicas para carretilha, seu tamanho pode ser menor uma vez que a linha neste caso sai reta e não gera tanto atrito. Isto também faz com que não precise haver muita distância entre a passagem da linha e o blank da vara. 
Os passadores mais comuns são feitos de porcelana, mas, no mercado podemos encontrar passadores de outros materiais, como por exemplo, o nitrato de titânio. 
A quantidade de passadores influência também no que chamamos de ação da vara. Para uma vara de ação lenta, que é mais flexível em relação às outras, o número dos passadores deve ser maior. Isso evita o desgaste provocado pelo atrito da linha. 

Cuidados com os passadores: 

É muito importante que façamos a limpeza correta dos passadores principalmente depois de pescarias em água salgada. Isso evita que qualquer resíduo cause ferrugem e tire a vida útil do seu equipamento. 
Para isso use água doce, sabão neutro e uma esponja ou mesmo uma escovinha de cerdas macias (pode ser de dente). 

Lembre-se na hora de adquirir aquela vara tão sonhada de reparar se os passadores têm a resina protetora. É ela que protege contra fissões e infiltrações de água.

E, na nossa próxima matéria vamos saber os tipos de iscas artificiais, como usá-las e para que tipo de peixe são eficazes. 
Não percam!

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ABC da pesca - Partes da vara.

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No nosso ABC da pesca da semana passada vimos como solicitar a emissão da licença de pesca e nessa nova matéria começaremos a falar sobre equipamentos. Começaremos com nossa tão querida vara de pesca.

Equipamentos – vara e suas partes.

Sabe-se que a vara de pesca é um equipamento dividido em várias partes e, cada uma delas, tem sua razão de ser e de estar onde está. Mas, infelizmente, por a maioria das varas serem importadas para nosso país, estas tais partes levam nomes em inglês. Justamente por este motivo, vamos explicar cada uma delas nesta matéria.

A primeira coisa a se observar é que uma vara pode ser diferente de outra e, muitas vezes por questões de marca e design, as partes não estejam tão reconhecíveis, mas, existem.


Este desenho nos mostra onde está localizada cada parte. Agora vamos ver para que servem.

Butcap: esta peça que normalmente é feita em e.v.a tem a função de proteger a vara quando a colocamos em pé, evitando que elas trinquem, além de vedar o cabo da vara e o blank para que nenhuma sujeira penetre na vara atrapalhando seu desempenho.

Reargrip: é o que as pessoas normalmente chamam de cabo, onde se segura à vara para manuseá-la. Não é certo dizer que esta parte é o cabo, já que ele é composto por várias partes que veremos agora.

Reel seat: é onde fixamos os molinetes ou as carretilhas. Tem muitos formatos e pode ser independente do "foregrip” ou com encaixe rosqueável. No reel seat fica localizado o gatilho, uma espécie de ponteira que serve de apoio para as mãos.

Foregrip: a parte da frente do cabo, que pode ser fixa, servindo como apoio no trabalho da vara ou rosqueável, onde exerce também a função de fixar o molinete ou a carretilha.·.

Winding check: é um anel de borracha ou metal que da um melhor acabamento à vara e, pode ainda, servir para melhorar a aerodinâmica da vara em si.·.

Blank: também chamado de "haste”. Muito importante já que a maneira como é confeccionada é que determina a ação da vara: lenta, média, média rápida, rápida e extra rápida. O blank também é responsável pelo poder da vara, ou seja, a quantidade de esforço que ela suporta. Ex: 10 a 15 libras.··.

Ainda na vara, temos os famosos passadores, que são argolas por onde passamos a linha no decorrer do blank. Os passadores tem função primordial e podem ajudar ou atrapalhar, um bom arremesso na pescaria. Por isso teremos uma matéria dedicada só aos seus tipos e modelos.

Aguardem!

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ABC da pesca - Licença de Pesca

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Salve Salve Pescadores!
Na semana passada demos início ao nosso ABC da pesca, um lugar reservado em nosso site onde você poderá saber tudo sobre pesca. Nossa primeira matéria falou sobre a diferença entre pesca amadora e pesca esportiva e, hoje falaremos sobre a licença de pesca.
Para praticar a pesca de forma regular é necessário que se tenha uma licença. Este documento independe de qual lugar se deseja pescar, podendo ser pesqueiros, rios, mares, lagos ou manguezais. Caso você não tenha a documentação exigida para esta atividade, estará sujeito uma multa que pode variar de 500,00 a 2.000,00 reais (art. 21 Lei 9.605/98).
Esta licença é emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e pode ser solicitada através do site do próprio órgão http://www.mpa.gov.br. Michelle Cavalcanti, nossa querida apresentadora, fez um vídeo mostrando o passo a passo para esta emissão. Assistam e vejam como é simples.


E na próxima semana, vamos saber quais as partes de uma vara de pesca.
Aguardem!!!


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ABC da pesca - Pesca Amadora e Pesca Esportiva

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Olá Pescadores,

A partir de agora o site Pesca Alternativa traz para vocês uma maneira simples de entender alguns conceitos e temas sobre este esporte amado por tantos, e que muitos passarão a amar.

Neste link você poderá tirar dúvidas básicas e simples sobre pescaria, tipos de materiais e de como utilizá-los da melhor maneira.

O que é Pesca Amadora

A Pesca Amadora, também conhecida como pesca de lazer, trata-se de um esporte, praticado por pessoas que não dependam dele economicamente e pode ser considerado como um hobby. (Portaria IBAMA 1.583/89)

Para praticar é necessário que o pescador tenha ao menos uma vara, contando ainda com o uso de carretilhas ou molinetes, linha de pesca e anzol. Este material pode ser utilizado tanto em água doce, salgada ou salobra com o auxílio de iscas.

Quem quer praticar este esporte e não reside próximo a regiões costeiras ou que contenham lagos, represas ou mangues terá a opção de frequentar os chamados pesqueiros, que possibilitam ao pescador a prática do esporte sem precisar viajar longas distâncias.

O que é Pesca Esportiva

A Pesca Esportiva possui definições diferentes. Alguns dizem ser a prática do PESQUE-E-SOLTE, outros dizem ser a não utilização de certos materiais, e por aí vai. Outra definição diz respeito ao uso específico de iscas artificiais.

Este tipo de isca possui diversos tamanhos, formatos e cores, além de poder ser produzida de diversos materiais. Através delas pode se pescar em qualquer região, sendo água doce, salgada ou salobra. Sua grande variedade permite fisgar uma gama enorme de peixes. Para saber como a Lei trata esta definição veja o Decreto-Lei 221/67.

Para ambos os tipos de pesca é necessário que se pague uma licença fornecida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.

Na próxima semana você vai saber tudo sobre esta licença e te mostraremos tudo que é preciso para tirá-la. Até lá.



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