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Um bico de rio que valeu a pescaria de tucunarés em Buritama

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editor do dia: Roberto Saga Marcos
tipo de publicação: relato
tema: tucunarés em Buritama
resumo: dois amigos encontram o local certo para conquistar bons tucunarés

Um bico de rio que valeu a pescaria de tucunarés em Buritama

Passamos um final de semana de agosto em Buritama, cidade do interior paulista de 13.854 habitantes, banhado pelo belo e piscoso rio Tietê. O reservatório foi formado em 1982 pela Usina Hidrelétrica Nova Avanhandava e abriga o Parque Turístico João Simão Garcia - "Prainha". Na cidade está o barco Odisséia, com capacidade para 500 pessoas, além de clubes náuticos, como o Iate Clube Vale do Tietê e o Náutico Clube, com sua tradição de grandes festas, e o famoso torneio da pesca do tucunaré.



No primeiro dia de pesca subimos o rio Tietê a partir do Ribeirão Santa Bárbara. O local não tem grandes estruturas como paliteiros e troncos, mas possui muitas grotas e vegetação aquática. No início estávamos arremessando em direção às margens, mas o resultado não estava sendo satisfatório. Fisgamos apenas pequenos tucunarés. Porém, em um "bico" de um braço do rio percebemos alguns peixes rebojando em águas mais profundas. Fui o primeiro a arremessar no local, e nem deu tempo de recolher a isca de meia-água, com um belo tucunaré foi fisgado. Logo em seguida meu companheiro de pesca arremessou e finalizamos com um belo dublê de tucunas.

Equipamentos utilizados:
Pescador 1
-Vara: Abu Garcia Hornet Plus Modelo HPC-601M 6' de 8 a 16 Libras ação rápida
-Carretilha: Daiwa Millionaire
-Linha: Monofilamento 0,35 mm
-Isca: Meia-água, twitch baits (sub-superfície), Spinner e superfície (zara)

Pescador 2
-Vara: Raju New Era Strong 5'6 10-20Lbs. Liga de carbono c/ Carbon Nanum Tube -Carretilha: Marine Sports Lubina GTS Tournament
-Linha: Multifilamento PE 2 (0,235mm)
-Isca: Meia-água, twitch baits (sub-superfície), Spinner e superfície (zara)









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Atrás de boas histórias e grandes tucunas em Serra da Mesa

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editor do dia: Guilherme Eduardo Silva Bonifácio
tipo de publicação: relato
tema: tucunarés em Serra da Mesa
resumo: dois amigos vasculham o lago de Serra da Mesa em busca de grandes tucunarés e ainda encontram Nelson Nakamura

Atrás de boas histórias e grandes tucunas em Serra da Mesa 

Bom dia amigos! Sai de Conselheiro Lafaiete-MG para uma pescaria no Lago de Serra da Mesa-GO na companhia do amigo e pescador Luciano Aurélio. Estávamos com grande expectativa, pois a época da vazante é propícia para pesca do tucunaré, sem contar o calor escaldante da região.

Chegamos ao lago de Serra da Mesa na tarde do dia 12/09/2012 na pousada Serra da Mesa de propriedade do Gil (grande pescador de tucunaré) onde fomos bem recepcionados e acomodados.

A pousada tem uma excelente estrutura. Quartos com ar-condicionado, frigobar, além de uma ótima culinária com direito a uma deliciosa pizza de tucunaré especialidade da casa.
Os dois primeiros dias de pesca fomos acompanhados pelo guia Osvaldo, grande conhecedor do local, de equipamentos e o mais importante sabe onde o peixe está.

Ele nos levou a bons pesqueiros, onde encontramos muitas estruturas tipo galhadas, pauleiras e uma grande quantidade de coqueiros submersos (babaçu). Começamos utilizando iscas de superfície, porém sem muito resultado, partimos então para iscas de meia-água e aí sim apareceram os grandes azulões do lago. Capturamos mais de 30 exemplares por dia, fazendo a nossa alegria.
Nos outros dias o fato curioso foi mudança de lua que influenciou muito na pescaria, não parecia que estávamos no mesmo lugar, com fortes ventos e o desaparecimento dos tucunas! “Pensava que isso era mito, mas realmente acontece ONDE ESTAVAM OS PEIXES?” Utilizamos iscas de hélice, fundo e tivemos poucas fisgadas e sempre na parte da tarde. Conseguíamos no máximo 5 exemplares por dia. Percorremos e pescamos em vários locais e em um deles conhecidos como Praia Grande encontramos com o professor Nelson Nakamura em um dia de folga “PESCANDO” onde fizemos um lanche e tivemos o prazer de pescar juntos “Que broa gostosa era aquela!”.




Posso dizer que foi uma pescaria excelente! Até abri meu pulso por conta da brutalidade dos ataques dos AZULÕES e a correria dos valentes AMARELOS. Recomendo a todos a pescaria neste lago, pois a quantidade do peixe ainda é grande, mas tenham consciência em devolvê-los para manter o local como referência na pesca dos grandes TUCUNAS.

Dicas: Leve isca de superfície, meia-água e hélice de várias cores, as de cor verde limão, osso e branca de cabeça vermelha deram bastante resultado. Escolha carretilhas mais leves e de boa qualidade, pois o número de arremessos é muito grande e precisa de um esforço maior dos equipamentos. Varas de 6’0” 25lb de ação rápida, achei ideais para os arremessos e trabalho das iscas. Linha de multifilamento de 12lb-25lb e utilize também líder de fluorcarbono 0,50mm pois é resistente a abrasão. Agora é só pegar as tralhas e boa pescaria!








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Lamento de um Lajeado (Rio Uruguai)

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editor do dia: Jefferson Roberto Garcez da Luz
tipo de publicação: poesia
tema: rio Uruguai

resumo: "A poesia abaixo marca o momento mais trágico na vida do Rio Uruguai, divisas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde no momento em que as águas acima da barragem Foz do Chapecó começaram a subir logo após seu fechamento. Me sentei ao lado da famosa corredeira chamada “Corredeira do Mulato”, que fica aos fundos da Fazenda de Ovinocultura J. Daluz, local dos maiores dourados deste grandioso rio. Enquanto as águas subiam, inspirado e muito emocionado por perder o lugar de minha infância e saber que em poucos dias esta corredeira deixaria de existir, escrevi as linhas abaixo"

LAMENTO DE UM LAJEADO (Rio Uruguai)


Nasceu feito vertente
E se transformou em um lajeado
Quando chove tem tons colorado
E logo vira numa enchente.

Olha gente, que água de fundamento
É aí que me refiro
Mas ainda prefiro
Viver num mundo sem lamento.

Neste momento, quantas mudanças em sua evolução
Vai ano após ano ficando maravilhoso
E hoje doloroso
Vai sobrevivendo a destruição.

É ali nesta corredeira
Onde saltam os Dourados
Mas o Surubim acanhado
É no poço a sua brincadeira.

E na clareira……é um capincho, é uma paca, não!
É apenas o tatu sorrateiro
Que passeia em suas margens
E o pescador de boa linhagem
Viaja em sonhos no seu pesqueiro.

No pesqueiro....uma linhada...lambaris, piavas e jundiás.

Eu sou primo das Lontras e irmão dos Biguás.

Olha parceiro…..tudo era uma harmonia
Até que algo aconteceu
Foi quando um triste dia nasceu
Que tudo virou numa anarquia

E foi neste dia…….
Vieram máquinas…pessoas….em um tiro certeiro
Mudando de vez com as margens do lajeado
Deixando tudo estragado
Para esta nova geração de costeiros.

Que entrevero, represaram nossas corredeiras
E a barragem modificou o cenário
E o Tarumã centenário
Em baixo das águas virou madeira.

E é da minha maneira, da minha maneira é que eu peço por Deus
Patrões do meu pago
Parem de vez com o estrago
Por que este lajeado rio Uruguai………. também é meu.


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