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  • Pesca Alternativa ep.373

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Pirapitinga

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Nome Popular
Pirapitinga, Caranha
Nome Científico
Piaractus brachypomus
Família
Characidae
Distribuição Geográfica
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição
Peixe de escamas; corpo romboidal, alto e comprimido; nadadeira adiposa sem raios; cabeça pequena; dentes molariformes. A coloração é cinza arroxeado uniforme nos adultos e cinza claro com manchas alaranjadas nos jovens. Pode alcançar 80cm de comprimento total e 20kg, embora exemplares desse porte não sejam comuns.
Ecologia
Espécie herbívora, com tendência a frugívora. Permanece nos rios durante a época de seca e entra nos lagos, lagoas e matas inundadas durante as cheias, onde é comum encontrá-la debaixo das árvores se alimentando dos frutos/sementes que caem na água. É importante nas pescarias comerciais e na pesca esportiva.
Equipamentos
Os equipamentos mais recomendados são do tipo médio/pesado e pesado para os grandes exemplares. As linhas devem ser de 17, 20, 25 e 30 lb. Deve-se usar empates curtos, por causa dos dentes e da boca pequena da pirapitinga. Os anzóis devem variar dos n°s 2/0 a 8/0.
Iscas
As iscas devem ser frutos/sementes da região, as preferidas pela espécie, e minhocuçu.
Dicas
A pesca com anzol é mais fácil quando o peixe está batendo. A isca de minhocuçu, por exemplo, deve ser arremessada na batida do peixe.

Fonte: PNDPA

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Miraguaia

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Nome Popular


Miraguaia, Piraúna/Black Drum

Nome Científico


Pogonias cromis

Família


Sciaenidae

Distribuição Geográfica


Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul). Mais comum nas regiões Sudeste e Sul.

Descrição


Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco achatado; focinho obtuso e reto em sua parte anterior, boca inferior. A coloração do dorso varia de cinza a marrom escuro ou preto, o ventre é mais claro. Os jovens são mais claros e apresentam 4-5 faixas escuras verticais, que se confundem com a cor geral, cada vez mais escura à medida que crescem. Alcança 1,7m de comprimento total e 50kg.

Ecologia


Espécie costeira; vive sobre fundo de areia, lodo ou cascalho, principalmente em áreas estuarinas próximas a rochas e em canais. Alimenta-se de moluscos, principalmente mariscos, crustáceos e peixes. Migra para águas mais quentes durante o inverno, época da reprodução, quando pode ser encontrada junto a costões rochosos. É um peixe muito esportivo, corre e briga muito. Geralmente a carne é infestada de vermes, fazendo com que seja importante comercialmente apenas em algumas regiões.

Equipamentos


Equipamento do tipo pesado/médio pesado com carretilha/molinete para 300m de linha; linhas até 35 lb.; e, anzóis de n° 4/0 a 7/0.

Iscas


Iscas naturais, como mariscos, caranguejos, moluscos, camarões e tatuís.

Dicas


É necessário muita atenção na pescaria, porque, apesar do grande porte, a ferrada dom: 



Fonte: PNDPA

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Marlim - azul

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Nome Popular


Marlim-azul/Blue Marlin

Nome Científico


Makaira nigricans

Família


Istiophoridae

Distribuição Geográfica


Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul.

Descrição


Espécie de grande porte; focinho em forma de espada; corpo mais alto no início da nadadeira dorsal, afinando em direção à nadadeira caudal que é muito grande e furcada; as demais nadadeiras são pontudas. A coloração é azul escura no dorso e prata no ventre, com uma faixa horizontal nos flancos quando o peixe está vivo. Possui cerca de 15 séries verticais de pintas saindo da região dorsal em direção ao ventre. O marlim azul alcança cerca 4m de comprimento total e 700kg.

Ecologia


Espécie pelágica, migradora, oceânica, que alcança a costa brasileira no final da primavera e começo do verão (novembro a março), quando as águas limpas, azuis e quentes se aproximam da costa. Pode ser encontrada sobre as regiões do talude continental. Não costuma nadar em cardumes, mas, na época reprodutiva, forma grupos pequenos. A alimentação consiste basicamente de peixes, como atuns, bonitos, dourado, peixe voador, e lulas e sépias.

Equipamentos


Equipamento do tipo "barra pesada" para pesca oceânica. As varas devem ter passadores com roldanas e as carretilhas devem ter capacidade para armazenar pelo menos 500m de linha. Só é capturado no corrico.

Iscas


Iscas naturais, como peixes voadores, farnangaios e atuns, e iscas artificiais. As iscas artificiais preferidas são as grandes lulas, mas algumas vezes atacam os plugs de meia água.

Dicas


Por melhor que seja o equipamento, se não houver calma, experiência e uma boa equipe, os peixes não serão embarcados.



Fonte: PNDPA

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Piraputanga

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Nome popular: 

Piraputanga 

Nome científico: 

Brycon orbygnianus

Ecologia: 

Habitam o Pantanal Mato-grossense, onde existem em grande quantidade. Se alimentam de pequenos peixes, frutos, flores e insetos. São facilmente encontradas em poços, corredeiras e embaixo de árvores frutíferas.

Equipamentos: 

O equipamento deve ser de ação leve ou média/leve, composto por uma vara para linhas de 8 a 14Lbs, carretilha ou molinete que comporte até 100m de linha de 0,30mm de diâmetro. Deve-se utilizar anzóis número 12 a 16 e pouco chumbo, pois se concentram à meia água. 

Iscas:

As iscas naturais mais utilizadas são: frutas da região, peixes pequeninos , vísceras de peixe e milho verde cozido. Caso se queira pescar com iscas artificiais, deve-se utilizar pequenos plugs de superfície, meia água e spinners.

Também pode-se pescar com varas de bambu ou telescópicas, linha de 0,30mm de diâmetro com o mesmo comprimento da vara e anzóis de número 12. Pode-se utilizar bóia ou não, dependendo da profundidade em que se quer pescar.

Dica: 

Mantenha a embreagem do seu molinete ou carretilha bem regulada pois, quando fisgada, a Piraputanga dá fortes corridas que podem comprometer a linha. Quanto mais fina for a linha, mais esportiva estará sendo a pescaria.

Melhor época: 

Podem ser capturadas durante toda a temporada de pesca no Pantanal, que vai de fevereiro a outubro.

Tamanho mínimo: 30cm

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Mandubé

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Nome popular: 

Mandubé, Palmito, Fidalgo

Nome científico:

Ageneiosus brevifilis

Família: 

Ageneiosidae

Distribuição Geográfica: 

Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.

Descrição: 

Peixe de couro; corpo alto e um pouco comprimido; cabeça larga e achatada; e boca muito grande. O olho é lateral e a abertura branquial pequena (características da família). A coloração é azul escuro no dorso, sendo que o flanco é amarelado, clareando em direção ao ventre. Espécie de médio porte, alcança cerca de 50 cm de comprimento total e 2,5kg. Existem outras espécies do mesmo gênero, também conhecidas pelos mesmos nomes vulgares, mas não são tão comuns quanto A. brevifilis, são menores e diferem no padrão de coloração.

Ecologia: 

Espécie carnívora, alimenta-se de peixes e invertebrados (camarões e insetos). Vive ao longo dos rios, nos remansos entre as corredeiras. É muito apreciada como alimento em algumas regiões.

Equipamentos: 

O material é do tipo leve, com molinete ou carretilha; linha 0,30 a 0,40 lb; anzóis de n° 2 a 8.

Iscas: 

Pedaços de peixes (lambari, sauá etc.), minhoca, pitu, insetos, coração e fígado de boi, e tripa de galinha.


Fonte: PNDPA IBAMA

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Aruanã

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Nome popular:

Aruanã

Nome científico:

Osteoglossum bicirrhosum

Família:

Osteoglossidae

Distribuição Geográfica:

Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.

Descrição:

Peixe de escamas; corpo muito alongado e comprimido; boca enorme; língua óssea e áspera, como a do pirarucu; barbilhões na ponta do queixo; escamas grandes; coloração branca, mas as escamas ficam avermelhadas na época da desova. Alcança cerca de 1m de comprimento total e mais de 2,5kg. No rio Negro também ocorre uma outra espécie O. ferreirai de coloração mais escura.

Ecologia: 

O aruanã vive na beira dos lagos, ao longos dos igapós ou dos capins aquáticos, sempre à espreita de insetos (principalmente besouros) e aranhas que caem na água. É provavelmente o maior peixe do mundo cuja dieta é constituída principalmente por insetos e aranhas. Nada logo abaixo da superfície com os barbilhões projetados para a frente, mas a função dos barbilhões ainda é desconhecida. Em águas pouco oxigenadas, os barbilhões podem ser utilizados para conseguir oxigênio na superfície da água. O aspecto mais característico do comportamento alimentar do aruanã é a habilidade de saltar fora da água e apanhar as presas ainda nos troncos, galhos e cipós. Um indivíduo adulto pode saltar mais de 1 metro fora d’água. A espécie se reproduz durante a enchente, e os machos guardam os ovos e larvas na boca (os barbilhões também servem para guiar as larvas até à boca do macho quando saem para se alimentar). Os alevinos alcançam alto valor comercial como peixe ornamental.

Equipamentos: 

O equipamento deve ser do tipo médio; linhas 12, 14 e 17 lb.; anzóis 1/0 a 3/0.

Iscas: 

Esse peixe pode ser capturado tanto com iscas naturais (peixes, camarão, insetos etc.) quanto artificiais, como plugs de superfície e meia água e colheres.

Dicas: 

É mais fácil capturar o aruanã na beira dos lagos e lagoas, nas proximidades de troncos e plantas aquáticas. O aruanã costuma dar saltos espetaculares quando capturado, e o pescador precisa ter muita atenção ao retirar o anzol do peixe para não se ferir.


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Dourado

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Nome popular: 

Dourado

Nome científico: 

Salminus maxillosus; Salminus. brasiliensis

Família: 

Characidae

Distribuição Geográfica: 

Bacia do Prata (S. maxillosus) e bacia do São Francisco (S. brasiliensis).

Descrição:

Peixes de escamas. S. brasiliensis e S. maxillosus são bastante semelhantes, sendo que o primeiro, além de ser maior, apresenta uma coloração dourada com reflexos avermelhados, enquanto o segundo é dourado com as nadadeiras alaranjadas. Cada escama apresenta um filete negro no meio, formando riscas longitudinais da cabeça à cauda, do dorso até abaixo da linha lateral. Podem alcançar mais de 1m de comprimento total e 25kg, mas exemplares desse porte são raros. S. maxillosus é o maior peixe de escama da bacia do Prata, conhecido como o rei do rio.

Ecologia: 

Espécies piscívoras, predadores vorazes, alimentam-se de pequenos peixes nas corredeiras e na boca das lagoas, principalmente durante a vazante quando os outros peixes migram para o canal principal. Nadam em cardumes nas correntezas dos rios e afluentes e realizam longas migrações reprodutivas. Tem grande importância comercial e esportiva.

Equipamentos:

Varas de ação média a pesada com linhas de 17, 20, 25 e 30 lb. É indispensável o uso de empate de arame ou de cabo de aço encapado com no mínimo 30cm de comprimento. Os anzóis mais usados são os de n° 5/0 a 8/0.

Iscas: 

Entre as iscas artificiais, as que apresentam melhores resultados são os plugs de meia água e as colheres, que podem ser utilizadas no corrico ou no arremesso em direção às margens. Iscas naturais como tuvira, sarapó, lambari, curimbatá e piraputanga também são bastante produtivas. Podem ser utilizadas na rodada, com um pequeno chumbo para afundar a linha e mantê-la na coluna d’água, ou deixando o barco rodar perto das margens, onde a isca é jogada repetidamente em direção às galhadas.

Dicas:

Quando fisgados, esses peixes costumam dar saltos espetaculares fora da água. Nesse momento, o pescador não pode bambear a linha, porque como a boca do dourado é difícil de ser perfurada, muitas vezes o peixe consegue “cuspir” a isca. Os melhores locais de pesca são as águas rápidas, corredeiras e cachoeiras, assim como as margens de barranco, onde se pratica o corrico com isca artificial.


Fonte: PNDPA IBAMA

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Pintado

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Nome popular: 

Pintado/Speckled Catfish 

Nome científico:

Pseudoplatystoma corruscans 

Familia:

 Pimelodidae 

Distribuição Geográfica:

 Bacias do Prata e São Francisco. 

Descrição:

 Peixe de couro; corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada. A coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, e esbranquiçada abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas: pequenas, pretas e arredondadas ou ovaladas, espalhadas ao longo do corpo, acima e abaixo da linha lateral. Espécie de grande porte, pode alcançar mais de 1m de comprimento total. 

Ecologia: 

Espécie piscívora. Ocorre em vários tipos de hábitats como lagos, praias e canal dos rios. Realiza migrações de desova. É importante na pesca comercial e esportiva. 

Equipamentos:

Equipamento do tipo médio/pesado, já que é um peixe de grande porte; linhas de 17, 20, 25 a 30 lb. preparadas com empates; e, anzóis de n° 6/0 e 10/0. 

Iscas: 

É capturado principalmente com iscas naturais de peixes, como sarapós, muçum, tuviras, lambaris, piaus, curimbatás, e minhocuçu. Também pode ser capturado com iscas artificiais, como plugs de meia água e de fundo, principalmente em lagos, lagoas e nas praias, mas, nesse caso, as iscas devem ser trabalhadas bem próximas ao fundo. 

Dicas: 

Os cuidados ao manusear esse peixe devem ser redobrados por causa dos espinhos das nadadeiras dorsal e peitorais.


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Betara

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Nome Popular: 

Betara, Embetara, Papa-terra/Southern Kingfish

Nome Científico

Menticirrhus spp.

Família

Sciaenidae

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Descrição

Duas espécies ocorrem no Brasil: Menticirrhus americanus e Menticirrhus littoralis. São peixes de escamas; corpo alongado e comprimido; boca voltada para baixo; barbilhão curto e duro na mandíbula. As duas espécies são bastante parecidas, porém a distinção entre elas é feita facilmente pela coloração: a primeira espécie é cinza prateada com ventre esbranquiçado, possui manchas escuras, alongadas e oblíquas sobre a cabeça e dorso. Já a M. littoralis tem o dorso mais escuro e ventre branco, sem manchas escuras. Ambas as espécies tem o mesmo tamanho e dificilmente ultrapassam 60cm de comprimento total e 1,5kg.

Ecologia

São peixes muito comuns ao longo do litoral brasileiro e sua maior ocorrência é na região Sudeste. Possivelmente são os peixes mais presentes em pesca de praia. Habita os canais que se formam nas praias arenosas, sendo que os indivíduos adultos ficam no fundo e os jovens nas águas mais rasas. Alimentam-se de pequenos peixes, crustáceos, moluscos e minhocas, que ficam expostas pela ação das ondas. A carne é muito saborosa, mas é consumida principalmente por pessoas que conhecem bem esse peixe, como os pescadores amadores.

Equipamentos

A forma de capturá-las é basicamente a pesca de arremessos em praias (surfcasting). Equipamento de ação leve; linhas de 6 a 10 lb.; anzóis pequenos de nº 12 a 16 do tipo japonês. Como a boca desse peixe é voltada para baixo, as pernadas devem manter os anzóis bem perto do fundo.

Iscas

Somente iscas naturais, como camarão, minhoca de praia (a mais eficiente), tatuís, sarnambis e pedaços de camarões e sardinha.

Dicas

Pode ser capturado de dia e à noite. Nas pernadas deve-se utilizar somente fio de nylon.

Recorde

1,27 kg/ para a Menticirrhus americanus

1,38 kg/ para a Menticirrhus littoralis

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Traíra

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Nome Popular

Traíra

Nome Científico

Hoplias malabaricus

Família

Erythrynidae

Distribuição Geográfica

Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins, São Francisco, Prata e do Atlântico Sul.


Descrição

Peixe de escamas; corpo cilíndrico; boca grande; dentes caninos, bastante afiados; olhos grandes; e nadadeiras arredondadas, exceto a dorsal. Possui a língua áspera, com dentículos. A cor é marrom ou preta manchada de cinza. Chega a alcançar cerca de 60cm de comprimento total e 3kg.

Ecologia

Predador voraz, solitário, que pode ser encontrado em águas paradas, lagos, lagoas, brejos, matas inundadas, e em córregos e igarapés, geralmente entre as plantas aquáticas, onde fica a espreita de presas como peixes, sapos e insetos. É mais ativo durante a noite. Apesar do excesso de espinhas, em alguma regiões é bastante apreciado como alimento.

Equipamentos

Equipamentos leves; linhas de 10 a 20 lb.; anzóis de n° 1/0 a 6/0; recomenda-se o uso de empates.

Iscas

Iscas naturais: peixes e miúdo de frango. As iscas artificiais como spinnerbaits, spinners, poppers e sapos de borracha também são muito utilizadas.

Dicas

Ao pescar com iscas naturais, use chumbo acima da isca e bata na água. O barulho atrai as traíras e torna a pesca mais produtiva.

Recorde

1,41kg/3lb 2 oz
Fonte: PNDPA IBAMA

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Olho de cão

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O olho-de-cão (Priacanthus arenatus), também chamado de olho-de-vidro, pirapema e piranema é uma espécie de peixe teleósteo, perciforme, e pertence a família dos priacantídeos.

As suas características mais visíveis além da coloração avermelhada são os olhos grandes e a bocadura larga e inclinada.

Ele habita águas tropicais e subtropicais do Oceano Atlântico e chega a medir cerca de 40 cm de comprimento. 

Vive em fundos rochosos, de areia, pedra, coral e dentro de baías. As  profundidades podem variar de 10 a mais de 200 m, com preferência para as águas mais profundas. 
Nada sozinho ou em pequenos cardumes, sendo encontrado perto do fundo. Tem hábitos noturnos e alimenta-se principalmente de pequenos peixes, crustáceos, poliquetas e larvas.

A melhor época para se fisgar o Olho-de-cão é durante os meses mais quentes do ano, o que facilita sua pesca nas praias e costeiras do Nordeste do país.

Devido ao pequeno porte, não é um peixe muito atrativo para a pesca esportiva, mas por ter a coloração bem chamativa, características únicas e alto valor culinário, vale a pena pescá-lo.

Pescarias:

Clique aqui para ver uma pescaria desta espécie com nosso amigo Ian no RJ

Clique aqui para ver Lusca pescando o vermelhão das águas salgadas no litoral de SP


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Tarpon

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Nome popular: Tarpon

Nome científico:  Megalops atlanticus

Família: Megalopidae

Distribuição geográfica: Mangues, rios costeiros, estuários e canais. Regiões indicadas: da Bahia ao Amazonas.

Ecologia:

Podem ser encontrados em águas quentes do Oceano Atlântico e, como espécie costeira que é, pode ser encontrada em alto mar, principalmente na época de reprodução onde aproveitam para migrar em grandes cardumes. 
Os tarpons possuem respiração aérea e sua bexiga auxilia na respiração, o que permite que esta espécie possa transitar em águas salobras e doces sem oxigênio. Costumam procurar estuários para se esconder dos predadores.
Alimentam-se de sardinhas, anchovas e tainhas.

Iscas:

Iscas naturais, como sardinhas, paratis e camarões além de uma grande variedade de iscas artificiais, como plugs de meia água, jigs, shads e colheres.

Dicas:


Logo apos ser fisgado, salta varias vezes fora da água requerendo muita atenção do pescador para não deixar a linha bambear.


Detalhes:


O Tarpon, também conhecido como camurupim ou pema, possui grandes escamas, tem corpo alongado com boca grande e inclinada, dentes pequenos e bem finos e a parte inferior da mandíbula se sobressai para fora, ficando para cima.

A coloração é prateada, sendo o dorso cinza azulado, variando de claro a quase preto; os flancos e o ventre são claros. Nas águas escuras, pode ficar dourado ou marrom. Alcança mais de 2 metros de comprimento total e 150 kg.


 

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Pesca Alternativa Mais - Diferenças entre Tainha e Parati

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Muitos pescadores tem o costume de chamar o parati de tainha e vice-versa, mas, apesar de serem parecidos, existem peculiaridades entre estas espécies.

A tainha e o parati são comumente confundidos porque pertencem à mesma família.

A tainha, cujo nome científico é Mugil cephalus, é facilmente encontrada em praias de areia, próxima a costeiras rochosas e em águas salobras (manguezais) Sua alimentação é baseada em algas.

O parati, cujo nome científico é Mugil curema, pode ser visto em costeiras de água rasa, sobre fundos rochosos, em praias, estuários ou mangues. Alimentam-se de algas e micro-organismos.



As diferenças entre estas espécies podem ser facilmente visualizadas. 

  • Enquanto o parati possui uma mancha amarela localizada no opéculo (placa óssea por onde a água sai quando o peixe respira, localizada na parte inferior da cabeça do peixe) bem característica, a tainha não apresenta esta “mancha”. 
  • Em relação à embocadura, a tainha possui sua boca maior em relação à do parati apesar de as duas serem consideradas pequenas. 
  • No formato da cabeça, a tainha tem a cabeça mais achatada comparada ao parati que tem formato arredondado. 
  • Quanto à coloração, enquanto a tainha possui nadadeiras dianteiras azuladas, o parati tem a mesma tonalidade por todo decorrer de sua estrutura salvo, o opéculo já citado.
Esperamos que tenham gostado e que tenham ótimas pescarias.

E você, sabe mais informações ou tem experiência com esta espécie? Deixe seu comentário no espaço abaixo.

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Abotoado, Cuiu-cuiu, Armado, Armao

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Nome Popular: Abotoado, Cuiu-cuiu, Armado, Armao

Nome Científico: Oxydoras spp., Pterodoras spp., Lithodoras spp.

Família: Doradidae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
Bacias amazônica, Tocantins-Araguaia, Paraguai, Paraná, Uruguai.
DESCRIÇÃO
Abotoado, armado e armau são nomes vulgares atribuídos a diversas espécies de grande porte da família Doradidae, cuja característica principal é a presença de uma fileira de placas ósseas na região mediana dos flancos. No centro de cada uma dessas placas há um espinho curvo voltado para trás. Algumas espécies da família possuem o corpo parcial ou totalmente coberto por placas ósseas, nesse caso sem os espinhos. Entre os doradídeos existem espécies com 3-4cm até espécies de grande porte, com mais de 1m de comprimento total e 20kg, como é o caso do Oxydoras niger, o maior Doradidae da Amazônia. No Pantanal ocorre o Oxydoras kneri, um pouco menor, com cerca de 70cm. O gênero Oxydoras se distingue pela coloração cinza escuro uniforme, cabeça estreita, focinho longo, boca inferior, olhos grandes e presença de barbilhões curtos.

ECOLOGIA
Peixes onívoros. A parte inferior da boca sem dentes e o focinho longo são adaptados para conseguir larvas de insetos e outros invertebrados, inclusive camarões e moluscos, que vivem em meio aos detritos do fundo de rios e lagos. São encontrados em vários hábitats, incluindo matas inundadas, lagos de várzea e canais quando os cardumes sobem os rios. Oxydoras niger, o cuiu-cuiu como é conhecido na bacia amazônica, é muito apreciado como alimento pela população local, sendo freqüentemente encontrado em mercados e feiras. Por causa do grande porte, tem alguma importância para o mercado de exportação.

EQUIPAMENTOS
O equipamento é do tipo médio/médio pesado; linhas de 20 a 30 lb.; anzóis de n° 2/0 a 6/0; linha de fundo com chumbada tipo oliva.

ISCAS Iscas naturais: minhocuçu, pedaços de peixe, moluscos

DICAS. Deve-se ter cuidado com a série de espinhos localizada nos flancos.

PESO E COMPRIMENTO MÁXIMOS REGISTRADOS
Cuiú-cuiú (bacia amazônica)- Oxydoras niger 13.000g / 100cm
Botoado, focinho de porco (Pantanal) - Oxydoras kneri – 9.000g / 70cm
Botoado (Pantanal) - Pterodoras granulosus - 6.500g / 70cm
Botoado, bacu, bacu-pedra (bacia amazônica) - Lithodoras dorsalis 15.000g / 100cm

Fonte: PNDPA IBAMA

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Criação de dourados

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Dourado é com certeza um dos peixes mais cobiçados da pesca esportiva, suas brigas e saltos são emocionantes. Com formato do corpo que lhe permite grande agilidade e boca com estrutura óssea de difícil fisgada, Michelle foi até um criatório para saber mais sobre esta espécie.


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Matrinxã

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Nome Popular: Matrinxã

Nome Científico: Brycon amazonicus spp.


Família: Characidae


DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Bacias amazônica e Tocantins-Araguaia. Na bacia do São Francisco ocorre o Brycon orthotaenia também conhecido como matrinxã.


DESCRIÇÃO

Matrinchã também um nome vulgar atribuído a diversas espécies do gênero Brycon. São peixes de escamas;possuem o corpo alongado, um pouco alto e comprimido. A coloração é prateada, com as nadadeiras alaranjadas, sendo a nadadeira caudal escura. Apresenta uma mancha arredondada escura na região umeral. Os dentes são multicuspidados dispostos em várias fileiras na maxila superior. Algumas espécies podem alcançar 60cm de comprimento total e 5kg.

ECOLOGIA

Espécies onívoras: alimentam-se de frutos, sementes, flores, insetos e, ocasionalmente, de pequenos peixes. Realizam migrações reprodutivas e tróficas. Nos rios de água clara, é comum ver cardumes de matrinxã, se alimentando debaixo das árvores, ao longo das margens.

EQUIPAMENTOS

Equipamento do tipo médio, com linhas de 10 a 17 lb. e anzóis de nº 2/0 a 6/0.

ISCAS

Iscas artificiais, como colheres e plugs; iscas naturais, frutos, flores, insetos, minhoca, coração e fígado de boi em tirinhas.

DICAS

Podem ser encontradas nas corredeiras e remansos dos rios. Quando fisgada, a tendência da matrinxã é levar a isca para cima, saltando fora d'água.

PESO E COMPRIMENTO MÁXIMOS REGISTRADOS

Brycon falcatus - matrinxã-miúda (bacia amazônica – 1000g / 37cm
Brycon amazonicus - matrinxã (bacia amazônica) – 46cm
Brycon orthotaenia – matrinxã (bacia do São Francisco) – 33cm

Fonte: PNDPA IBAMA


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Dourado

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Nome Popular: Dourado

Nome Científico: Salminus brasiliensis, S. franciscanus

Família: Characidae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Bacias do Paraguai, Paraná, Uruguai e São Francisco.


DESCRIÇÃO

Peixe de escamas. A espécie das bacias do Paraná, Uruguai e Paraguai é Salminus brasiliensis e a do São Francisco é S. franciscanus. Possui coloração amarelo-ouro com reflexos avermelhados. Cada escama possui um filete negro no meio, formando riscas longitudinais da cabeça à cauda, até abaixo da linha lateral. Na época da reprodução, aparecem espículas nos raios da nadadeira anal do macho tornando-a áspera. Pode alcançar mais de 1m e 25kg, mas exemplares desse porte são raros. O dourado é o maior peixe de escamas da bacia do Prata, conhecido como o “rei do rio”.




ECOLOGIA

Espécie piscívora, predadora voraz, alimenta-se de pequenos peixes nas corredeiras e na boca das lagoas, principalmente durante a vazante quando os peixes migram para o canal principal. Nada em cardume e realiza longas migrações reprodutivas. A desova ocorre de novembro a janeiro. Tem grande importância comercial e esportiva.


EQUIPAMENTOS

Varas de ação média a pesada com linhas de 17, 20, 25 e 30 lb. É indispensável o uso de empate de arame ou de cabo de aço encapado com no mínimo 30cm de comprimento. Os anzóis mais usados são os de nº 5/0 a 8/0.


ISCAS

As iscas artificiais que apresentam melhores resultados são os plugs de meia água e as colheres, no corrico ou no arremesso em direção às margens. Iscas naturais como tuvira, lambari, curimbatá e piraputanga também são bastante produtivas, podendo ser utilizadas na rodada, com uma pequena chumbada para mantê-las na coluna d'água, ou arremessando repetidamente em direção à margem.


DICAS

Esse peixe costuma dar saltos espetaculares quando fisgado, mas o pescador não pode bambear a linha, porque, como a boca do dourado é difícil de ser perfurada, o peixe consegue “cuspir” a isca. Os melhores locais de pesca são corredeiras, cachoeiras, e as margens de barranco para o corrico com isca artificial.


PESO E COMPRIMENTO MÁXIMOS REGISTRADOS

Salminus brasiliensis – dourado (bacias do Paraná, Uruguai e Paraguai) 31.400g/100cm
Salminus franciscanus– dourado (bacia do São Francisco)75 cm


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Robalo

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Peixes de escamas

Das seis espécies de robalos encontradas no oceano Atlântico, quatro são capturadas no litoral do Brasil, destacando-se principalmente o robalo-flecha (Centropomus undecimalis) e o robalo-peva (Centropomus paralellus).

Robalo Flecha

Características: peixe de escamas também conhecido como camurim ou robalo flecha. Corpo com formato alongado, comprimido, boca ampla com mandíbula inferior saliente. Coloração do dorso acinzentada com reflexos esverdeados e o ventre esbranquiçado. Nadadeiras amareladas. A linha lateral é uma listra longitudinal negra que se estende ao longo do corpo até o final da nadadeira caudal. Carne é considerada de primeira com grande valor comercial. Alcança 1,2 m de comprimento total e 25 kg.
Habitat: regiões costeiras e estuarianas, águas salgadas e salobras, ilhas, rios, canais, manguezais e baías


Robalo Peva

Habitat: regiões costeiras e estuarianas, águas salgadas e salobras, ilhas, rios, canais, manguezais e baías.

Informações para a pesca do robalo:

. Iscas: As melhores iscas são de camarão e peixinhos vivos, que podem ser arremessadas nas margens ou serem usadas na rodada, próximas ao fundo. As iscas artificiais como plugs, tanto de superfície quanto de meia água, jigs e shads também são bastante produtivas e devem ser trabalhadas junto aos troncos e galhadas nas margens. Iscas artificiais também pode ser Jumping Jig , Plug de Barbela / Meia Água, Camarão Artificial , Stick.
. Dicas: Sempre que sair para uma pescaria de robalo, consulte a tábua de marés (prefira a maré de quarto) e consiga informações sobre o local de pesca, presença de estruturas aparentes ou submersas. Os arremessos devem ser sempre na direção de galhos, raízes e pedras.
. Iscas para Robalo Camarão Vivo , Jumping Jig , Plug de Barbela / Meia Água , OUTRAS ARTIFICIAIS , Camarão Artificial , Stick
. Onde pescar Robalo: Entre outros rios e mares, Bertioga , Baia de Santos , Perequê , Garuva.

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Carpa

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Classificação / Nomes Científico
Actinopterygii (com raios nas barbatanas)> Cypriniformes (carpas)> Cyprinidae (Minnows ou carpas)> Xenocyprinae

Tamanho / Peso / Idade
Comprimento máximo: 105 cm TL macho / indeterminado; comprimento comum;: 18.0 cm SL macho / indeterminado; (Ref. 35840); max. publicado: 50,0 kg

Comprimento de primeira maturação
Lm faixa 51,7centímetros

Ambiente
Água doce; Bentopelágico; potamodromous; intervalo de profundidade? - 20 m

Clima / Intervalo
Subtropical; 6 ° C - 28 ° C; 64 ° N - 43 ° S



Distribuição
Europa e Ásia: para a maioria dos nativos dainages principais do Pacífico da Ásia Oriental de Amur para Xi Jiang, China (Ref. 59043). China e Sibéria Oriental. Introduzido em todo o mundo para a aquicultura e controle de proliferação de algas. Vários países comunicaram impacto ecológico negativo após a introdução. Muitas vezes confundido com Hypophthalmichthys nobilis.
Países | Áreas FAO | Ecossistemas | Ocorrências | Introduções

Breve descrição
Espinhos dorsais (total): 1 - 3; Raios dorsais moles (total): 6-7; Espinhos anais 1-3; Raios anais moles: 10 - 14. Olivaceous Corpo de prateado. Barbilhões ausentes. Quilhas estender do istmo à ânus. Edge of simples raio última dorsal não serrilhada. Ramificou raios anais 12-13,5 (Ref. 13274). Difere da nobilis Hypophthalmichthys por ter quilha scaleless afiada da região peitoral a origem anal, 650-820 tempo, os rastros branquiais finos, comprimento da cabeça SL 24-29%, e coloração pálida simples, cinza esverdeado acima, esbranquiçada abaixo.

Biologia Glossário
Na sua área de distribuição natural, que ocorre em rios com acentuadas flutuações do nível da água,  águas rasas (0,5-1,0 m de profundidade) e quentes (acima de 21 ° C) remansos, lagos e áreas alagadas com corrente lenta. Reproduz-se em rios ou afluentes mais de corredeiras rasas com fundo de areia ou cascalho, uma alta corrente (0,5-1,7 m / s), água turva, temperaturas acima de 15 ° C (geralmente 18-26 ° C) e altas concentrações de oxigênio (Ref. 59043) . Migra rio acima para se reproduzir; ovo e larva corpos flutuarem até às zonas de várzea. Uma espécie ativos conhecidos por seu hábito de saltar fora da água quando perturbados (Ref. 7248). Nada logo abaixo da superfície da água (Ref. 5258). Estocados em grandes rios e quase todos os corpos ainda água como lagos e lagoas. Muitas vezes, escapa das explorações piscícolas. Na aqüicultura, que pode sobreviver água salobra (até 7 ppt), quando lançado em estuários e lagoas costeiras (Ref. 59043). Requer condições permanentes ou de fluxo lento, como em represamentos ou os remansos de grandes rios. Alimenta-se de fitoplâncton e zooplâncton (Ref. 30578, 10294), de cerca de 1,5 cm SL alimentando apenas de fitoplâncton, enquanto jovens larvas e pequenos predando zooplâncton (Ref. 59043). Jovens e adultos formam grandes cardumes durante a época de desova. Compromete-se a migração de longa distância rio acima no início de uma inundação rápida e nível de água, aumento, capaz de saltar sobre obstáculos de até 1 m. Spawns em lâmina d'água superior ou mesmo na superfície durante as inundações, quando o nível da água aumenta por 50-120 cm acima do nível normal. Desova cessa se as condições mudam (especialmente sensíveis à água nível de queda, redução da turbidez e aumento da velocidade da correnteza) e recomeça novamente quando aumenta o nível de água. Após a desova, os adultos migram para habitats de alimentação, no Outono, os adultos se deslocar para lugares mais profundos no curso principal do rio, onde eles permanecem sem alimentação. Larvas jusante de deriva e se instalam em lagos de várzea, praias rasas e remansos com pouca ou nenhuma corrente (Ref. 59043). Utilizado fresco para consumo humano e também introduziu a muitos países onde a sua capacidade de limpeza de reservatórios e outras águas de algas entupimento é apreciado ainda mais do que o seu valor alimentar (Ref. 9987). É entre 3 ou 4 espécies de ciprinídeos cuja produção mundial em aquacultura ultrapassa 1 milhão de toneladas por ano

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Piapara, Piau

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Nome Popular: Piapara, Piau

Nome Científico: Leporinus obtusidens, L. elongatus

Família: Anostomidae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
Bacias do Paraguai, Paraná e Uruguai. Na bacia do São Francisco ocorre o Leporinus elongatus também conhecido como piapara.

DESCRIÇÃO
Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e fusiforme; boca terminal. Coloração prata, com o dorso castanho escuro e o abdome amarelado. Apresenta três manchas pretas nos flancos, e nadadeiras amareladas. Alcança em média 40cm e 1,5kg; indivíduos maiores chegam a 80cm e 6kg. Pertence à família Anostomidae, que possui uma grande diversidade de gêneros e espécies com representantes em todas as bacias hidrográficas, conhecidos como aracus (bacia amazônica), piaus (bacia Araguaia-Tocantins, Paraná e São Francisco), piavuçu, piava etc. A posição da boca é subinferior em L. obtusidens e terminal em L. elongatus , sendo a principal diferença entre as duas espécies.

ECOLOGIA
Espécie bastante comum na bacia do Prata. Vive nos rios, em poços profundos e nas margens, na boca de lagoas e corixos. Espécie onívora, alimenta-se de vegetais e insetos adultos e larvas. A grande maioria dos anostomídeos é onívora, mas algumas espécies se alimentam exclusivamente de algas filamentosas, raízes de gramíneas ou de sementes pequenas. Realiza migração reprodutiva.

EQUIPAMENTOS
Vara de bambu nas pescarias de barranco; vara de ação média e carretilha para a pesca embarcada. As linhas mais utilizadas são de 12 a 14 lb., preparadas com chumbadinha leve e solta na linha, e anzol pequeno.

ISCAS
A espécie é capturada apenas com iscas naturais como milho verde ou azedo, bolinhas de massa, caramujo.

DICAS
É preciso experiência para ter sucesso na pesca da piapara. O peixe costuma pegar a isca com suavidade e acomodá-la na boca antes de correr. Se o pescador ficar afobado vai perdê-lo. Para uma boa pescaria é preciso fazer uma ceva com milho ou massa de farinha . Na pesca embarcada, o uso de um canhão é muito útil para manter os peixes nas proximidades.

PESO E COMPRIMENTO MÁXIMOS REGISTRADOS
Leporinus obtusidens – Piapara (bacias dos rios Paraná/Paraguai) e piau verdadeiro (São Francisco) – 5772g / 76cm
Leporinus elongatus – Piapara (bacias dos rios Paraná) e piau verdadeiro (São Francisco) – 39,8cm

Fonte: PNDPA IBAMA

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